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Jesus, amor altruísta

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  “Assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura” (João 13:4-5). Esse texto é uma fonte inesgotável   de lições, cada vez que leio aprendo mais. Muitas vezes fico presa na cena, imaginando o Rei dos reis, se abaixando e lavando os pés poeirentos   e calejados dos discípulos e eles boquiabertos, com cara de espanto, pois essa função cabia a um escravo, um serviçal e não a um mestre. Ao lavar os pés dos discípulos Jesus estava passando uma mensagem: o amor altruísta Amor que acolhe e cuida incondicionalmente. Assim deve ser a igreja, um lugar de refúgio onde a certeza de sermos amados nos faz correr para ela sem medo de sermos julgados ou apedrejados. A confiança de que independente da classe social, raça, nível de escolaridade, seremos aceitos e cuidados. É gente cuidando de gente, ...

Dinâmica para célula, pequeno grupo: Quem carregaria a sua maca?

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           Certa vez fiz uma dinâmica com um pequeno grupo de mulheres que  liderei  numa determinada igreja em que  pastoreamos. A dinâmica estava baseada na história bíblica do paralítico que desceu pelo telhado ao encontro de Jesus (Marcos 2:1-12). Entreguei para elas uma folha em branco e pedi que desenhassem uma maca e  no centro da maca deveriam escrever um problema pessoal difícil de carregar sozinhas. Depois em cada ponta da maca deveriam escrever o nome de quatro amigos, que se precisassem, com certeza, carregariam a sua maca. Dei alguns minutos e fiquei observando. Não foi difícil para elas fazerem o desenho e escrever o nome do problema, mas na hora de identificar os quatro amigos, aí sim, foi difícil. Olhavam para o desenho, para o alto, escreviam um nome e depois riscavam, mexiam com a caneta, e a maioria, por mais que déssemos mais tempo, não conseguiram encontrar na sua rede de relacionamentos, quatro a...

Não apenas no Natal

          Com a proximidade do natal, cresce o apelo para que as pessoas sejam solidarias, que olhem para os menos favorecido, que estendam a mão em direção ao próximo. Mas passando o natal, logo se esquecem dos excluídos.                  Eu estive presente quase todos os dias numa comunidade carente da cidade de Sobral, desenvolvendo um trabalho social junto a crianças e adolescentes oriundas do trabalho infantil. Poder contribuir, mesmo que pouco, na melhoria da qualidade de vida daquelas famílias foi algo que me fez muito bem. Ver a gratidão de uma mãe apenas porque eu ouvi o seu lamento, contemplar o sorriso no rosto de uma criança diante de um prato de comida decente, observar um adolescente ler e reler a cartinha da madrinha afetiva, isso não tem preço. Celebramos o nascimento de Cristo quando estendemos a mão para o aflito e fazemos a sua caminhada mais leve. Sonho, e meu sonho beira a utopia, que é ver todas ...