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Lar ,o Melhor Lugar do Mundo

  Sempre depois de algum tempo fora de casa, hospedada na casa de amigos, parentes ou em um  hotel, tenho uma saudade enorme da minha casa. Assim que chego sinto bem estar, mesmo que a minha casa seja simples, sem luxo, mas é a minha casa, o meu canto e igual à casa da gente não tem melhor. Será? A nossa casa  deve ser o melhor lugar do mundo, independente se é rica ou pobre, grande ou pequena, deve ser o local para onde a gente quer se refugiar depois de um dia cansativo,  na volta de uma viagem , na alegria ou na tristeza.  Já encontrei pessoas que não suportavam voltar para casa. Crianças que não tinham prazer algum na companhia da mãe, que lamentavam quando a aula acabava, pois teriam que voltar para aquela que iria bater, falar mal, gritar, ou seja, para uma casa sem alegria, sem aconchego. Há lares assim, totalmente sem harmonia. Ambientes pesados, onde os conflitos se proliferam a todo o momento, onde as pessoas não conseguem se tocar, pois parecem...

Limpando os entulhos da alma

“ Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele e tudo Ele fará”. Salmo 37:5               O dicionário Aurélio define a palavra entrega como: “passar as mãos ou a posse de alguém; deixar aos cuidados de; confiar”.           Entregar lembra renunciar. Há pessoas com muita dificuldade de renunciar. Por onde passam, vão juntando troços, algumas têm até um cômodo na casa cheio de coisas velhas que só servem como entulho. Há um apego tão grande a essas coisas, que ai de quem ousar jogar fora.            Há outro tipo de entulho, é perigoso e difícil de perceber, a própria pessoa nem sempre reconhece, mas ao longo da vida vai agregando coisas sem valor, não dentro de casa, mas na alma, onde o estrago é maior.           Mas, que entulhos são esses?       ...

Não quero mais andar...

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        Dezessete anos de caminhada ministerial me proporcionou  muitos momentos edificantes, conheci e convivi com pessoas maravilhosas, algumas ainda caminham comigo. Porém há pouco percebi claramente o tempo perdido com causas sem importância.           Quando enfrentamos a adversidade de frente, saímos mais amadurecidos, pelo menos sabemos quais caminhos não queremos trilhar. Hoje sem culpa alguma sei o que não quero mais na minha caminhada com a igreja. Não quero uma agenda superlotada onde não sobra espaço para a minha individualidade, nem para a família;  não quero mais cuidar de quem não quer avançar, que não consegue sonhar, projetar; não quero andar com pessoas que se dizem discípulos de Jesus, mas são mesquinhas, egoístas e nunca estão dispostas a caminhar a segunda milha; não quero mais tentar agradar, nunca agradamos;  não quero mais caminhar com quem coloca a instituição ac...

Como uma sombra Ele não se desgruda de nós

                   O salmo 121 fala muito ao meu coração, me remete a infância quando eu acompanhava a minha avó Cecília ao hospital. Ela entrava nas enfermarias e ia de leito em leito recitando o salmo 121 e orando pelos enfermos. Aprendi a amar essa passagem que retrata Deus de forma tão presente  no cotidiano dos seus filhos.          Estamos vivendo uma época muito estressante. São muitos os fatores de estresse: finanças, relacionamentos conflituosos, religião, violência urbana, violência doméstica, preconceitos e por aí vai. Saímos cedo para trabalhar e podemos não voltar por causa de um irresponsável no transito. Dizem que o psicopata pode morar ao lado ou dentro de casa. Essa cultura do medo tem se alastrado principalmente através dos telejornais sensacionalistas que sobrevivem da tragédia humana.           Porém, quando olhamos para o te...

Igreja fundamentada na Palavra

          Ouço sempre o meu esposo (Pr. Célio Júnior)  falar que “a igreja que não cresce está fadada a morrer”. Porém, dá cansaço só de observar o malabarismo que alguns pastores e líderes têm que fazer para ter sempre a igreja cheia. São tantas as atividades e entretenimentos  que não sobra espaço para o culto a Deus. Meu esposo que é um pastor sério, diz: “ Este tipo de crescimento eu estou fora, não dá para mim”.           Venho de uma época em que o que nos atraia à igreja era a palavra pregada. A igreja vivia cheia principalmente na Escola Dominical. As pessoas tinham fome de Deus, ansiavam em conhecer e experimentar esse Deus redentor. E não estou falando apenas do público adulto, mas de jovens, adolescentes e crianças sedentas por Jesus. E por isso, víamos muitos   decidindo  por missões na pré-adolescência, como foi  no meu caso e de muitos outros que ho...

Dinâmica para célula, pequeno grupo: Quem carregaria a sua maca?

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           Certa vez fiz uma dinâmica com um pequeno grupo de mulheres que  liderei  numa determinada igreja em que  pastoreamos. A dinâmica estava baseada na história bíblica do paralítico que desceu pelo telhado ao encontro de Jesus (Marcos 2:1-12). Entreguei para elas uma folha em branco e pedi que desenhassem uma maca e  no centro da maca deveriam escrever um problema pessoal difícil de carregar sozinhas. Depois em cada ponta da maca deveriam escrever o nome de quatro amigos, que se precisassem, com certeza, carregariam a sua maca. Dei alguns minutos e fiquei observando. Não foi difícil para elas fazerem o desenho e escrever o nome do problema, mas na hora de identificar os quatro amigos, aí sim, foi difícil. Olhavam para o desenho, para o alto, escreviam um nome e depois riscavam, mexiam com a caneta, e a maioria, por mais que déssemos mais tempo, não conseguiram encontrar na sua rede de relacionamentos, quatro a...

Já abraçou o seu filho hoje?

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             Criança precisa de afeto, carinho, proteção, cuidado. Foi difícil para mim, que não fico um dia sem dar um beijo na minha filha, nem sem dizer um “ eu te amo”, ouvir aquela mãe revelar que nunca tinha dado um beijo no filho de nove anos.           Ela me procurou porque o garoto estava dando muito trabalho. Não a ouvia e saia batendo a porta de casa sem hora para voltar. Eu coordenava um projeto social em que esse garotinho participava. Ouvi aquela mãe atentamente e fiquei de conversar com o menino. Chamei a criança na minha sala, não foi difícil fazê-lo falar, ele era comunicativo. Segundo o mesmo a mãe era agressiva, não fazia nada quando o padrasto e primos o chamavam por termos pejorativos. Perguntei se a mãe era carinhosa, ele negou.           Voltei a conversar com a mãe e orientei que fosse mais carinhosa com o fil...