Igreja na periferia - servindo
Como toda mulher, adoro um salto alto. A roupa pode até não estar legal, mas quando a gente põe um salto, tudo muda. Nada de errado em subir num salto, ficar bonita. O erro é usar o salto errado, ou seja, o salto da arrogância, do orgulho, da insensibilidade, do preconceito, da mesquinharia, da omissão... Quando eu coordenava um projeto social no interior do Ceará costumava enfatizar para o meu pequeno grupo de mulheres que o errado não é subir no salto, mas não conseguir descer dele. Tem gente dentro da igreja que não consegue se envolver nas causas sociais por se sentir importante demais, ou ocupados demais para gastar tempo, dinheiro e talento com uma criança carente ou uma mãe que passou o dia na rua, debaixo de um calor infernal, catando material reciclável para sustentar a casa. Como eu admiro essas mulhe...