Em VIDA CRISTÃ COTIDIANA, quero dialogar sobre a prática dos ensinamentos de Jesus nos acontecimentos simples e rotineiros do dia a dia. Ótima leitura!

13 de agosto de 2014

José do Egito, inspiração



                          “...mas o Senhor estava com ele.” ( Gênesis 37:21)

Leio a história de José do Egito desde criança, pois meditar na Palavra de Deus se tornou um hábito prazeroso. E hoje, esta narrativa falou mais uma vez ao meu coração.

A saga de José tinha tudo para terminar em tragédia, exceto por um detalhe: “O Senhor estava com ele.” José o filho mais novo, era o queridinho  de seu pai Jacó. O jovem José tinha um relacionamento conflituoso com os seus irmãos ao ponto, de por ciúmes e ódio, o venderem como escravo e mentirem para o pai dizendo que ele havia sido estraçalhado por uma fera. Distante da família e vivendo em terra estrangeira, José, enfrentou muitas provações, de assedio  sexual a ingratidão por parte do copeiro que o esqueceu na cela.

Quando tudo parecia perdido, e o ser confinado  a prisão, se tornava uma realidade, o Deus que surpreende intervém e no tempo certo o eleva a uma posição de honra. Talvez José tenha se sentido rejeitado, esquecido, largado as traças naquela cela, desprezado pelos de seu próprio sangue, porém, O Senhor estava com ele,  esta passagem se repete outras vezes no texto acima, para deixar bem claro que Deus não se esquece: "Será que uma mãe pode esquecer do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você!” ( Isaías 49:15) .

A vida não foi justa para com José, na verdade a vida não é justa, arrumadinha nem recheada só de coisas boas. Coisas ruins também acontecem  para os bons. José sofreu, foi vendido como um ninguém, acusado falsamente pela esposa do seu patrão, ficou um bom tempo encarcerado na prisão, fez o bem e foi esquecido, foi vítima de ingratidão. “... Mas o Senhor estava com ele.” Deus estava com ele nas noites mal dormidas, nas lágrimas derramadas, na solidão de uma cela, na incerteza do amanhã.
Foi a certeza da presença de Deus na vida de José que fez com que ele não se desesperasse. Talvez nesse momento você esteja enfrentando um cenário nada animador. Quem sabe enfrentando a rejeição, a solidão, o esquecimento ou a ingratidão.  Peça a Deus que abra os seus olhos para que possa enxergar a misericórdia dele sobre a sua vida. 

Era improvável humanamente falando, José sair daquela cela. Ele não passava de um escravo acusado de assediar a esposa do seu chefe, mas ele não somente saiu como foi elevado a uma posição de destaque e assim, pode abençoar a vida de milhares de pessoas, inclusive a sua família nos anos de fome.

De que milagre você está precisando? De que prisão você precisa ser liberto? Não esqueça, o Deus que estava com José, está com você e a Bíblia diz que Ele ... é o mesmo, ontem, hoje e para sempre.” Hebreus 13:8
e - 
Ainda que me abandonem pai e mãe, o Senhor me acolherá” -  (Salmos 27:10).
“...mas o Senhor estava com ele.” E  com você também, “... todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28:20).
Fica na paz!



Aquiete-se, acalme-se!

Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: "Mestre, não te importas que morramos? "Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se! Acalme-se! " O vento se aquietou, e fez-se completa bonança. Marcos 4:38-39

          Amém!
         É assim quando temos Jesus em nossa vida.  Ele coloca ordem   na alma agitada pelas lutas, Ele  traz a paz que excede todo entendimento.
        Que a sua alma encontre sossego em Cristo Jesus.



                                                        



3 de agosto de 2014

Cantarei louvores ao Deus que me ama



Mas eu cantarei louvores à tua força, de manhã louvarei a tua fidelidade; pois tu és o meu alto refúgio, abrigo seguro nos tempos difíceis.
Ó minha força, canto louvores a ti; tu és, ó Deus, o meu alto refúgio, o Deus que me ama. Salmos 5916-17

Deus que me ama! Estar seguro do amor de Deus faz toda a diferença nos dias maus. Saber que encontraremos nele refúgio, segurança, abrigo nos ajuda a não temer as adversidades, mas caminhar por elas convictos de que Deus caminha conosco, de que Ele nos ama.

O Deus que me ama é aquele que “...embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Filipenses 2:6-8
O Deus que me ama morreu na cruz por mim. Que grande prova de amor! Então, por que não louvá-lo? 

Que o canto de louvor esteja sempre em nossos lábios, corações e atitudes no viver diário. Que todos possam ver em nós a alegria de pertencermos a um Deus que nos ama tanto, mas tanto, que foi capaz   de se sacrificar, só para que tivéssemos vida e “vida em abundância.”

Que você possa enxergar Deus no meio da dor, e se refugiar nele e fazer dele  abrigo seguro em tempos difíceis, e louvá-lo,  pois Ele é o Deus que TE AMA.

Fique na paz!








Mas eu cantarei louvores à tua força, de manhã louvarei a tua fidelidade; pois tu és o meu alto refúgio, abrigo seguro nos tempos difíceis.
Ó minha força, canto louvores a ti; tu és, ó Deus, o meu alto refúgio, o Deus que me ama.

Salmos 59:16-17

1 de agosto de 2014

Ele nos ama!


 
“Assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura” (João 13:4-5).

Esse texto é uma fonte inesgotável  de lições, cada vez que leio aprendo mais. Muitas vezes fico presa na cena, imaginando o Rei dos reis, se abaixando e lavando os pés poeirentos  e calejados dos discípulos e eles boquiabertos, com cara de espanto, pois essa função cabia a um escravo, um serviçal e não a um mestre.

Ao lavar os pés dos discípulos Jesus estava passando uma mensagem: ELE NOS AMA!
Amor que acolhe e cuida incondicionalmente. Assim deve ser a igreja, um lugar de refúgio onde a certeza de sermos amados nos faz correr para ela sem medo de sermos julgados ou apedrejados. A confiança de que independente da classe social, raça, nível de escolaridade, seremos aceitos e cuidados. É gente cuidando de gente, unidos pelos laços do amor de Cristo. É graça derramada que transborda, respinga e encharca o outro.

Há pessoas que entram na igreja com os pés doloridos de andar sem destino, a procura de quem possa preencher o vazio da alma. Uma pena que alguns entram e saem sem serem notados. Como igreja, a exemplo de Jesus, precisamos tocar as pessoas, acolher no coração e demonstrar com nossas ações o quanto elas são importantes. 

Há também aqueles que não entram na igreja,  caminham em outra direção, pés acorrentados pelo pecado, oprimidos por satanás, é nossa missão ir atrás e apresentar a mensagem de salvação: "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” ( João 3:16)

Ele nos ama e não fizemos nada por merecer. Vocês receberam de graça; deem também de graça” (Mateus 10:8).

Que pés você vai lavar hoje? 

Ele nos ama!



29 de julho de 2014

Perpétua, amor sem reservas




"Uma das melhores narrativas que temos da época do martírio dos cristãos é a que saiu da pena de Perpétua, uma jovem de Cartago ( que ficava onde é hoje a Tunísia, no Norte da África). Ela registrou a história de sua conversão e prisão até a morte, em março de 205 AD. Tinha apenas 25 anos e era mãe de um garotinho. Seu pai lhe pediu, várias vezes que renunciasse ao cristianismo, pelo bem de seu filho e família.
Perpétua registrou seu último encontro com o pai, na ocasião em que estava perante o governador Hilariano.
'Quando interrogados, todos os outros admitiram sua culpa. Então, quando chegou a minha vez, meu pai apareceu com o meu filho, me arrastou pelo degrau e disse: 
                 Negue a sua fé - tenha pena de seu bebê! 
                 Não negarei, repliquei.
                 Você é cristã?, perguntou Hilariano.
                 Eu disse: sim, sou.
Como meu pai continuasse a tentar me fazer mudar de ideia, Hilariano ordenou que ele fosse jogado no chão e que batessem nele com uma vara. Eu senti as varadas como se fossem em mim. Depois o governador declarou nossa sentença: fomos condenados a ser jogados às feras, e voltamos alegres para a prisão. ’

Um espectador continua a história, descrevendo a morte dela. Foi despida e jogada em uma rede. Mas a multidão ficou horrorizada ao vê-la com sua escrava Felícia, nessa condição. Permitiram-lhes que cobrissem seus corpos, depois as colocaram na frente de novilhos, que as chifraram. Perpétua levantou-se e pediu permissão para arrumar os cabelos, já que acreditava que uma mártir não deveria morrer despenteada, como se estivesse triste. As duas foram mortas pela espada dos gladiadores.”

FONTE: Lutz, Larry – Mulheres que se arriscaram por amor a Deus. Brasília: Vinde, 1998.