13 de julho de 2012

Não pare ao chegar ao fundo do poço. Continue cavando


          
          O que você  diria para um pescador que estava lavando a sua rede depois de passar a noite toda pescando sem sucesso?  Eu diria que a vida é assim mesmo, tem dia que o “mar não está para peixe”, que fosse para casa descansar, afinal, passara a noite toda em uma pescaria infrutífera. Porém, não foi isso que Simão ouviu de Jesus naquele dia perto do lago de  Genesaré.

         Jesus como sempre, estava sendo comprimido por uma grande multidão que o seguia a procura de milagres, então para fugir daquele aperto, entrou no barco de Simão que o levou mais adiante e dali Ele ensinava o povo. Quando terminou de falar, Jesus, percebendo o abatimento de Simão por não ter feito uma boa pescaria, lhe dá um conselho: “ ... Vá para onde as águas são mais fundas”, e a todos: lancem as redes para pescar.” Imagino Que Simão pensou, esse homem está brincando comigo, estou morto de cansado e ele me manda para alto mar, porém, respondeu: “Mestre esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes” -Lucas 5: 4-5.

          O texto segue narrando esta historia e diz que o resultado dessa pescaria foi tão farta, pegaram tantos peixes, que as redes não suportaram chegando a rasgar.

          Na Palavra de Deus encontramos essas contradições, ou seja, o mar não estava para peixe, mas Jesus mandou pescar. Há nas nossas vidas momentos de sequidão espiritual, examinamos e não encontramos pecados não confessados, porém a oração não sai, a leitura da Palavra se torna enfadonha, o culto tedioso. Conta-se que certa vez um homem disse para Madre Tereza de Calcutá que tinha chegado ao fundo do poço e não encontrava solução para o seu problema, então ela sabiamente disse para ele: “Continue cavando, não pare de cavar, as melhores aguas estão em  poços profundos”.
          Nós, muitas vezes, fazemos o contrário. No deserto espiritual paramos de buscar a Deus, desistimos da caminhada, sentamos e começamos a murmurar, a reclamar do calor, da falta de água, da palavra do pastor, do líder de louvor, do cansaço, das pedras e espinhos no caminho, e partimos numa trilha de lamentação sem fim.    

          Quando adolescente, na escola dominical, ouvi da esposa do  meu pastor, que mesmo não sentindo a presença de Deus deveríamos continuar buscando, pois Ele estava presente e jamais nos abandonaria. Essa ausência era Deus permitindo, para ver até que ponto o serviríamos pela fé, mesmo não sentindo, nem vendo a sua atuação. Isso ficou gravado em meu coração. Na minha caminhada já passei por vários desertos e confesso não é fácil, mas nunca desisti de buscar a Deus. Claro que sou tentada a deixá-lo de lado, a trocá-lo por coisas mais atraentes no momento, a parar um pouco para descansar, mas o Espírito Santo fica falando lá no fundo: Continue cavando, não pare, medite na Bíblia, ore,  frequente aos cultos, se envolva nos trabalhos da igreja, sirva ao próximo, louve, continue cavando, não pare, não pare. Muitas vezes esse processo é feito em meio a lágrimas, mas a Palavra do Senhor diz que o “choro pode durar uma noite, a alegria vem ao amanhecer”. Simão, mesmo cansado, obedeceu à voz do Mestre contrariando a lógica do momento que era voltar para casa e dormir para esquecer a noite sem resultado.

           O final do poço não é o fim para Jesus, se Ele encheu aquelas redes de peixes, pode fazer jorrar água no deserto, e transformar a nossa caminhada  numa caminhada fé.

         Saímos do poço fortalecidos quando, mesmo não sentindo nada, não abrimos mão de caminhar com Jesus em obediência, na certeza de que jamais nos abandonará.

        Que Deus faça jorrar rios de águas vivas do seu interior.

                    Ei,  continue cavando, não pare...


4 comentários:

Rute disse...

Que texto otimo! Muitas verdades contidas nele. Atonica da vida crista e' permanecer para prevalecer. Desanimar, talvez. Desistir da caminhada de fe, jamais.

Lécia Salles disse...

Olá Rute, que bom que você gostou. A sua opinião é muito importante.
Com certeza é preciso prevalecer e não desistir de quem não desistiu(Jesus) das nossas vidas.
bjs, fique na paz!

Zilma Brito disse...

É verdade. Mas sabe o que me deixa extasiada? Qdo desanimamos, nos sentimos frustrados, o Senhor continua sempre perto nos amando e encorajando,nos dando força pra prosseguir cavando. Bjo Deus te abençoe.

Lécia Salles disse...

Com certeza Zilma, Deus é misericordioso, conhece as nossas fraquezas, a nossa humanidade e está sempre pronto a nos ajudar.
Que privilégio caminhar com Deus.
bjs amiga, saudade...

AS QUATRO ESTAÇÕES DO CASAMENTO - OUTONO (RESUMO)

O cair das folhas é uma analogia oportuna com o que acontece na estação do outono no casamento. No inicio do outono, o casamento pa...