15 de novembro de 2016

AS QUATRO ESTAÇÕES DO CASAMENTO - OUTONO (RESUMO)




O cair das folhas é uma analogia oportuna com o que acontece na estação do outono no casamento. No inicio do outono, o casamento parece maravilhoso visto de fora. Mas, dentro do casamento, as coisas estão mudando. E quando os ventos frios chegarem, então, a deterioração do casamento poderá ser vista por todos. O outono passa a ser o prelúdio do inverno. Como acontece com as outras estações do casamento, o outono tem um conjunto próprio de emoções, atitudes e ações.
As emoções do outono
As emoções do outono incluem sentimentos de tristeza, apreensão e rejeição, às vezes acompanhados por um sentimento de vazio emocional. O casal na época do outono está ciente de que as coisas não estão bem, embora esteja ou não expressando esses sentimentos um ao outro. Todavia, eles estão incomodados com a situação de seu relacionamento.
Algumas vezes, o outono vem logo no inicio de um casamento.
As emoções comum em um casamento que encontra-se no outono são: medo, tristeza, rejeição e solidão. Essas emoções também podem vir acompanhadas por sentimentos de depressão, falta de estima e ressentimento para com o cônjuge.
As atitudes do outono
A principal atitude da estação do outono no casamento reside em uma grande preocupação com a situação do casamento e na incerteza com relação ao rumo que as coisas estão tomando.
A maioria das pessoas não quer estar na estação do outono no casamento; em virtude disso, elas se preocupam. Elas reconhecem que estão ocorrendo muitas mudanças e, portanto, se sentem pouco à vontade com o que talvez esteja acontecendo em seu relacionamento. 
As ações do outono
Nesta seção, vamos discutir as ações que levam casais à estação do outono no casamento e as ações que os desencaminham. Sem dúvida, a primeira ação que contribui para a estação do outono no casamento é – de forma esmagadora – a negligência, ou não fazer nada.
A suposição implícita parece ser a de que o casamento se encarrega de si mesmo. Marido e esposa têm os próprios interesses à parte e se esquecem de fazer os tipos de coisas que criam um relacionamento conjugal positivo. Por essa razão aos poucos eles se afastam um do outro.
Sem dúvida, a negligência é o que leva os casais à estação do outono no casamento. Quando o marido e a esposa deixam o relacionamento à deriva, os dois sempre se afastam um do outro. Quando eles se distanciam, a vida fica incerta e assustadora.
Talvez venham a bater contra a realidade de que seu casamento está na estação do outono por causa de alguma crise, como um caso extraconjugal, mas na verdade é que eles estavam na estação do outono havia semanas – talvez meses – antes que a crise viesse à tona.
As folhas mudaram de cor e, lentamente, caíam dos galhos, mas eles não reconheceram isso porque não estavam em sintonia um com o outro. A resposta deles à crise vai empurrá-los para o inverno ou vai levá-los novamente para a primavera.
Quando percebem que estão na estação do outono no casamento, os casais têm uma escolha: eles podem fazer coisas positivas que levem novamente à primavera ou verão, ou podem fazer escolhas destrutivas que levem ao inverno e possivelmente ao fim do casamento.
Uma das ações que perpetuam o outono ou levam ao inverno é não procurar resolver os problemas.
Clima do relacionamento
Afastamento, desprendimento - Na estação do outono os casais sentem que algo está acontecendo, mas não sabem ao certo o que é. Há  uma sensação de desunião. Um dos cônjuges ou ambos começam a se sentir abandonados. Os casais percebem a existência de alguns problemas que eles não estão enfrentando com honestidade. Parece que estão separados emocionalmente, e cada um tem a tendência de culpar o outro. Se eles ficarem na estação do outono por determinado tempo, os amigos e familiares talvez estejam reparando nas mudanças. 
Aproveitando ao máximo o outono
No último estágio do outono, as folhas se vão e o vazio do relacionamento fica visível. É esse vazio emocional que causa preocupação, incerteza e medo. A consciência amanhecente da separação, com frequência, motiva um dos cônjuges ou ambos a procura ajuda. Talvez eles concordem em participar de um seminário para casais, procurar a ajuda de um conselheiro ou ler e discutir um livro sobre casamento.
Uma jovem esposa disse certa vez: “Nunca pensei que faria aconselhamento, mas estou tão preocupada com o que está acontecendo em nosso casamento. Sei que precisamos de ajuda e não quero esperar até que seja tarde demais”.
As incertezas do outono podem revelar-se uma tábua de salvação se o casal se voltar para a direção certa.
O outono pode levar diretamente à primavera ou a uma volta ao verão. Todavia, se os casais simplesmente deixarem que “a natureza siga seu curso”, inevitavelmente despertarão no inverno. 
Estratégia para remover o casamento do outono
Desenvolva o impressionante poder de ouvir com empatia
Falar e ouvir – parece tão simples. Se é assim, então por que, ao responderem em uma pesquisa à pergunta: “Por que seu casamento fracassou?”, 80% dos indivíduos divorciados disseram: “Falta de comunicação”?
Teria sido possível salvar e restaurar esses casamentos? Acredito que a resposta seja afirmativa – se os casais tivessem aprendido alguns padrões de comunicação positivos. A chave para melhora a comunicação com o cônjuge está em desenvolver o poder de ouvir com empatia.
Empatia significar entrar no mundo da outra pessoa, procurar se pôr no lugar dela e ver o mundo pela perspectiva dela.
Um marido empático procura entender o que a esposa está experimentando – seus pensamentos, sentimentos e desejos. E o mesmo acontece com uma esposa empática com relação ao marido. Ela procura entender os sonhos, as esperanças, os medos dele.
Ouvir com empatia encoraja outras pessoas a conversarem, porque elas sabem que serão ouvidas.
Dicas para ouvir com empatia
PRIMEIRO: Uma das características da atitude de ouvir com empatia é desenvolver uma atitude genuína de compreensão.
Por natureza somos todos egocêntricos. O mundo gira ao meu redor. A maneira pela qual eu penso e me sinto é a questão mais importante. Damos um grande passo rumo à maturidade sempre que optamos por desenvolver uma atitude de empatia – buscando sinceramente entender os pensamentos e sentimentos de outra pessoa.
Pedro desafia principalmente os homens quando escreve aos maridos: “Vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade” (1 Pe.3.7).
SEGUNDO: Outro importante aspecto da atitude de ouvir com empatia é optar por guardar nosso julgamento sobre as ideias de nosso cônjuge.
Aqui, mais uma vez, talvez precisemos mudar radicalmente nosso modo de pensar. Afinal, guardamos opiniões sobre quase tudo e estamos convencidos de que nossa perspectiva está correta. Do contrário, mudaríamos nossos pontos de vista, não é? Mas quando dizemos: “Minha maneira de ver a situação é como ela é”, estamos deixando de reconhecer que nosso cônjuge pensa a mesma coisa acerca de suas próprias opiniões.
Visto que nós dois somos egocêntricos, muitas vezes temos opiniões divergentes sobre a mesma situação. Isso simplesmente faz parte do ser humano e do estar casado. Os cônjuges com frequência vêem as coisas de modo muito diferente.
TERCEIRO: A terceira característica da atitude de ouvir com empatia é a mais importante e, contudo, também a mais difícil: aceite seu cônjuge mesmo quando você não concorda com as ideias dele.
Como fazer isto? Aceitando seu cônjuge pelo fato de ele compartilhar suas ideias e sentimentos com você. Em outras palavras, você expressa sua gratidão ao cônjuge por ele mostrar-se aberto e sincero com você.
A afirmação é um grande passo que vai além do simples fato de guardar o julgamento. Ao aceitar seu cônjuge verbalmente, você lhe dá a liberdade de ter ideias diferentes das suas e ter sentimentos que você não teria em uma mesma situação.
QUARTA: O auge da atitude de ouvir com empatia é compartilhar as próprias ideias só quando seu cônjuge se sentir compreendido.
Por natureza, somos rápidos em dar nossas ideias. Na verdade, uma pesquisa mostra que a pessoa comum escuta o que a outra diz por dezessete segundos antes de interrompê-la para dar as próprias ideias sobre o assunto.
Na pior das hipóteses, isso consiste em ouvir de modo egocêntrico e raramente resulta em uma conversa produtiva. Entretanto, ouvir com empatia cria um clima positivo no qual é quase certo que seu cônjuge vai querer ouvir o que você tem a dizer.

Quando seu cônjuge se sentir compreendido, em vez de censurado ou reprovado, ele ficará muito mais aberto para ouvir seu ponto de vista. Ouvir com empatia estimula sentimentos positivos. O erro mais comum em grande parte das conversas conjugais é a ação de expressar de forma precipitada as ideias. Tal comportamento quase sempre acaba em discussões inúteis, que deixam o casal mais afastado um do outro e o casamento preso no outono.    

Nenhum comentário:

Li e gostei - MEMÓRIAS DE UM PASTOR ( Eugene Peterson)

"A igreja é composta de pessoas que, ao entrarem no templo, deixam para trás o rótulo ou a designação pela qual as pessoas da...